terça-feira, 17 de julho de 2012

Um 'date' que não era pra ser um 'date'

Semana passada eu tive um suposto não oficial 'date' (encontro).
Mas uma vez pra explicar como isso aconteceu, terei que voltar um pouco no tempo e contar como tudo começou.
Estava eu um dia, procurando alguma coisa pra fazer na minha sexta-feira off, dessa vida sofrida de Au Pair caipira sem carro, quando eu resolvo postar no CouchSurfing (definitivamente esse site, faz parte da minha vida agora), se alguem da região estava afim de ir tomar umas cervejas, no único bar que eu poderia ir a pé.
Só um ser vivo levantou a mão, Luther. Ai eu disse, demorô, vamos só nós dois mesmo.
O bar é o Spinnerstown Hotel que eu já conhecia. Ficamos lá degustando umas cervejas diferentes, comendo Tacos e conversando.
Resumindo: Luther nasceu no Egito, mas vive aqui no EUA desde de pequeno, a família toda mora aqui, ele trabalha com venda de celulares, fez faculdade de sei lá o que (acho que é TI), é nerd mas gosta de praticar esportes e gosta de sair pra dançar, segundo ele, quando ele está dançando todo mundo para pra ver (tipo, isso me assustou muuuuito, fiquei pensando, que raio esse menino faz??). Contei toda dramática a minha história, que eu não tenho como sair muito, pois não tenho carro apesar da família ter me prometido um...e blá, blá, blá.
Ok, depois do bar, ficamos trocando SMS por um tempo, mas nada de muito importante. Tipo, como foi o seu dia? Como foi o seu final de semana?? Essa coisas assim.
Eis que semana passada ele me manda SMS dizendo que está de férias e perguntando se eu queria ir no cinema. Como eu tinha a metade da Sexta-feira off e eu já iria pro cinema de qualquer jeito (minha rotina aqui é ir ao cinema by myself), disse: Blz vamos lá, mas depois você vai ter que me deixar em casa (tipo eu moro longe de tudo, (não mudou nada da minha vida de São Paulo nesse quesito)). Ele disse: Blz.
Coloquei meu vestido de americana periguete (perae preciso explicar isso)...
Aqui no EUA é o seguinte, eles ficam com frescura no furex por conta dos biquinis brasileiros, falando que é muito pequeno e tal, mas as meninas, no verão, andam com shorts mostrando a polpa da bunda, tipo, todo mundo anda assim.
Continuando... Então o vestido é justinho, compre em NY, e não tinha usado ainda, e como eu acordei naquele dia me sentindo magra, resolvi colocar. Ele não é tão curto, mas por conta do meu 'pequeno' popô, o vestido dá uma leve subida. Ok, por que raios estou falando da minha roupa? Você verá....
Chego no cinema, com minha pontualidade britanica, e o menino está atrasado... Chega em cima do horário do filme, mas ainda conseguimos assistir os trailers. (quer me deixar brava, é me fazer perder os trailers). Assistimos o filme do Spider Man.
Depois do filme, eu pergunto, e ae vamos beber ou comer alguma coisa, alguma sugestão de lugar? Ele ficou lá conversando com o Iphone dele, (gente, esse Iphone, que você pergunta e ele responde, é muito século 21 *-*) pra vê se encontrava algum lugar pra ir. Ai ele estacionou no Mini Golf.

O Mini Golf

Eu nunca joguei golf na minha vida, quando ele parou lá, eu perguntei, será que não vai ser chato?? Não foi!! É muito legal, tipo, eu não sei jogar nada, mas foi bem divertido e descontraido, só não pelo fato de que jogar Mini Golf com um Mini Vestido não é muito bom, nada confortável, (por isso que descrevi minha roupa lá em cima). Quer jogar golf, pls, use shorts.

Após o Mini golf, ele disse que estava com fome e podiamos procurar um lugar pra comer e dançar. Ai começou a bater o panico da história da dança, pensando, santo deus como será que esse menino dança.
Ele me vem com, 'Ah preciso ir em casa trocar meus sapatos, ok?' Eu pensei, sei... conheço esse papo... E disse, 'Ok, sem problemas'.

Na casa dele

Ele perguntou se eu queria alguma coisa, eu disse 'Água' e ele me trás água e um saco gigante de amendoim. Ok fui comendo os amendoins e vendo as fotos dele nas piramides do Egito (bem legal, né?!). Ai ele me aparece um pepino e uma cenoura, tipo, cru, na casca e começa a comer á dentadas, esse foi o snack dele. Pensei: Pessoa saudável e estranha.

Da casa dele, fomos para uma baladinha chamada Pig Pem. Baladinha simpatica, com pessoas simpaticas, boa comida, só que estava meio baradinha, e eu tinha que voltar cedo, pois minha vida de Cinderela Au Pair não poderia durar até depois da meia noite.
Quando a gente estava saindo da balada, rolou uma mão na minha cintura (até aquele momento não tinha rolado absolutamente nenhum tipo de contato fisico). Mas não se anime, a mão na cintura foi bem rapida e foi só isso mesmo. Gente, americano (ou quase americano) é mole de mais, dá até dó.

Enfim, ele me levou até em casa e nem tentou um único beijo de despedida nem nada (aff), mas isso foi bom, porque apesar dele ser uma pessoa muuuito legal e gente boa, eu não senti nenhum tipo de atração  por ele. Vai ver ele não sentiu por mim também.
Espero que fique só na amizade mesmo...

Ah! hoje ele mandou um SMS, falando que na proxima vez que sairmos ele vai me mostrar o primeiro filme do Senhor dos Anéis. Explicação: Lá no bar, na primeira vez, não me lembro porque mas eu disse que nunca tinha assistido esse filme, o que é pura verdade. Ele lembrou disso, quase 1 mês e meio depois. 
Eu disse que tudo bem (na verdade não faço questão nenhuma de assistir esse filme), mas que não daria certeza ainda de quando vai ser, pois preciso ver minha agenda (tipo, a ocupada...)

Ai, espero, que se a gente sair, ele não tente nada, eu não quero ficar com ele,  mas estou numa carencia tão grande de carinho, que sei que acabaria ficando...

Vamos ver no que dá essa história.

domingo, 8 de julho de 2012

1ª Balada no EUA

Sim, galera, acreditem se quiser depois de quase 4 meses na Terra do Tio San, finalmente fui pra balada. E bem á tempo, já estava começando a surtar.
Pois bem, pra poder explicar como fui parar nessa balada, vou ter que contar toda a história desde do começo, já há algum tempo.
Não sei se todos conhecem (mas deveria!) o CouchSurfing. Explicação rapida: Uma organização sem fins lucrativos, que conecta viajantes (qualquer pessoa). Se você vai viajar, pode pedir um 'Couch' (sofá) para pessoas que moram no lugar que você vai, ou se você tiver procurando apenas uma companhia pra baladas, bares, shows e etc e você não paga absolutamente nada por isso. Enfim, tudo de bom pra quem gosta de viajar e que adora conhecer pessoas novas, meu caso.
Pois bem, uma das primeiras coisas que fiz quando cheguei aqui no EUA foi entrar em todas as comunidades do Couchsurfing das cidades proximas da minha town (a minha cidade é tão pequena que nem tem comunidade no CS).
Então minha 'vida ativa' começou mesmo no CS quando a seleção brasileira de futebol resolveu mostrar suas pernas aqui nos States. Primeiro jogo Brasil x EUA (Brasil ganhou \o/) mas o jogo foi no meio da semana e a noite, e minha vida limitada de Au Pair caipira só me possibilitou assistir o jogo pela TV de casa mesmo, com a criançada. Segundo jogo Brasil x México (Brasil perdeu vergonhosamente), eu não assisti esse jogo e não consigo lembrar o porquê (provavelmente estava trabalhando). Terceiro jogo Brasil x Argentina (um classico!!) e em pleno Sabado a tarde (dia de folga), nada mais que perfeito, não? Pois bem, na semana do jogo recebo um e-mail da Susana (Peruana, mas mora aqui em Philly) através do CS, querendo juntar uma galera em um Pub pra assistir o jogo. Eu apreciadora nata de pubs (quem lembra do meu post sobre minha primeira vez em Philadelphia vai saber do que estou falando), pessoas interessantes e futebol com cerveja, não pensei duas vezes, levantei minha mãozinha e dissse: Eu vou!!!
Fui, sabadão de sol estava eu lá no Pub marcado, primeirona a chegar (vai dizer agora que brasileiro não é pontual...) e valeu muito a pena conheci muita gente bacana: A Susana (que fez o convite, e torcedora brasileira, alias ela está louca procurando um marido brasileiro, pra se mudar pro Brasil se alguém tiver interesse... tell me), um cara da Republica Tcheca (torcedor do Brasil), um americano (torcedor Argentino), a Rê (que vai sair de férias comigo pra Bahamas!!! Brazuca, claro) o Alexis da Guatemala (torcedor da Argentina, com direito a camisa e tudo) e re-vi a Camila (que veio no mesmo voo que eu pro EUA). No fim das contas o Brasil perdeu, mas o jogo foi bonito.
Depois do fim do jogo, todo mundo lá tomando a sua cerveja e jogando conversa fora, eis que eu falo: Então...quem gosta de Tequila? É, nada como uma Tequila pra dá uma animada na vida. Pois fomos nós 3 (Alexis, Susana e eu) tomar José Cuervo, Latina américa representando como sempre, né! Foi a primeira Tequila e mais algumas cervejas (a essa altura, já tava os dois falando em espanhol e eu sem entender porra nenhuma, mas curtindo). Desce a segunda dose de Tequila (ai até eu já estava falando espanhol) e mais algumas cervejas. Nisso a Re e a Camila já tinham ido embora. Entre a primeira e a segunda Tequila o Alexis me pediu o telefone da Re, eu realmente não tinha, então disse que falaria com ela e se pá ela passava o número pelo facebook. Depois de mais algumas cervejas e da segunda Tequila ele já estava todo cheio de gracinhas pro meu lado (é gente, homem não vale nada no Brasil, no Eua, na Guatemala ou em qualquer lugar do mundo, mesmo). Então, decidimos ir pra outro bar mais financeiramente acessivel pra todos (não é só Au Pair que é ferrada de grana aqui...). O cara da Republica Tcheca e outro cara que apareceu depois foi para um canto, e a Susana, o Americano, o Alexi e eu fomos tomar mais 'brejas' em outro bar. Todos já bem felizes, mas eu não poderia ficar muito tempo mais, pois meu útimo ônibus pra minha cidade saía as 9 p.m (como eu odeio isso). Mais conversa jogada fora...e... sim...'fiquei' com o cara da Guatemala, por que não, né! Já estava lá, bora viver o momento, mas vou dizer Guatemala tem uma mão bem boba viu, se é que você me entende. Segue foto, pessima qualidade, mais é o único registro que tenho desse último bar...
Pronto, contei a primeira parte. Agora vem a parte da balada.
Depois do dia do jogo, todo mundo trocou contatos pelo facebook e ficamos todos conversando, surgiram outras festas (que não pude ir). Mas eis que até o começo dessa semana que passou, eu não tinha nada planejado pro fim de semana. Então recebo um SMS do Alexis (resumindo a conversa): A: Hey, planos pra esse final de semana? D: Não, você tem? (pergunta mais besta essa minha, pois eu já sabia que ele é baladeiro de todos os dias (serio mesmo! TODOS os dias). A: Vamos no Cuba Libre (um bar Latino, que umas semanas antes teve encontro entre os CS, mas eu não pude ir) novamente, você deveria vir pra Philly. D: Hum... é esse final de semana eu posso ir, mas vou precisar de 'couch' ou uma indicação de hostel, você sabe de alguém? A: Ah! eu posso ser seu host (quando a pessoa te hospeda) sem problemas. D: Ah! Beleza então, eu vou. A: Ok, você planeja chegar que horas? D: Meu ônibus vai chegar ai umas 8 p.m. A: Me passa o endereço que você vai descer do ônibus que eu vou te buscar. D: Ah! jura? Thanks e passei o endereço.
A baladinha seria na Sexta-feira a noite, até lá, mandei convite pra todo mundo que eu sabia, que morava em Philly ou próximo. No final das contas não foi ninguem que eu chamei, só o Leo. Ai você pergunta quem é Leo? Leo é um rapaz que eu conheci no facebook através de outras Au Pairs (pois ele é o anjo da guarda das Au Pairs daqui, sempre que alguma precisa de ajuda ele está lá pra ajudar) e das nossas conversar pelo face descobrimos que ele é da mesma cidade da minha mãe, lá na Terrinha (Bahia). Coincidencia? Não muito, o que não falta é brazucas espalhados pelo mundo.

Comprando bebida em Philly:
Genteee eu me senti como se tivesse indo comprar crack na boca, juro. Chegando em Philly no calor do cão de uns 100º F, o Alexis veio me buscar e eu estava morrendo de sede, e fomos em algum lugar pra comprar cerveja pra tomar em casa. Comprar bebida aqui é assim: Um lugar super pequeno (alguém ai ja vendeu vale refeição em São Paulo? é sempre um lugar super escondido e super sinistro com varios vidros blindados e tal) com um chinês super alto (oi???) e um negão mal encarado. Provavelmente aquele lugar não é legalizado mesmo, pois as leis com relação a venda de bebidas é bem rigorasa aqui. Tudo isso pra comprar uma simples garrafa de cerveja. É no minimo interessante.

 Meu 'couch' vulgo casa do Alexis:
Ele mora no gueto de Philadelphia (eu me senti muito no 'O maluco no pedaço, hehehe), em uma casa que é tipo uma repubica (mora mais 1 rapaz e uma menina). Uma bagunça de estudante, tudo fora do lugar e de qualquer jeito, genteeee eu ADOREI, meu sonho é morar num lugar assim, Freedom!!!! Sem se preocupar com nada e nem com ninguém.
Conheci o rapaz que também mora na casa e um amigo dele (ambos americanos) e apaixonados pelo Brasil (impressionante como todos os homens daqui são loucos pra ir pro Brasil, por que será, né?) Super do bem os meninos, conversamos e demos bastante risadas.
O Leo ia nos encontrar no Cuba Libre, então fomos pra lá. Me senti muito gente grande mostrando minha carteira de motorista americana pra entrar na balada. Amei conhecer o Leo pessoalmente, uma pessoa muito da paz que nos rendeu muitas risadas. Tomamos nossas duas doses de Tequila sagradas, claro, o Alexis me ensinou a dançar salsa (ou algo do tipo) e conheci outros amigos dele, que também são muito gente boa. Sim gente, tocou a musica 'Ai se eu te pego' do Michel Teló, essa porcaria dessa música toca em todo luga aqui!!
Eis que chega as 2 a.m. e ai eu fiquei chocada, a musica para do nada, DJ vai embora e os seguranças começam a expulsar todo mundo (tipo expulsar de verdade), e isso acontece em todas as baladas daqui, é horrivel, quando você começa a se divertir mesmo, você tem que ir embora, é um saco isso. Mas tudo tem uma explicação, aqui na Pennsylvania e em varios outros estados, só é permitido a venda de bebida alcoolica até as 2 a.m. Então como depois desse horário a balada não pode mais vender bebida, eles não vão ganhar mais dinheiro com nada, por isso não tem o porquê de ficar aberta e expulsa todo mundo.
Ok, fomos embora, ficamos rodando, rodando procurando o carro, pois já estamos bem alegre e nenhum dos dois lembrava onde tinha estacionado o carro (ainda bem que o carro é amarelo, facil de visualizar, se não estariamos procurando até agora).
Bem, voltamos pra casa e...bem... não preciso entrar em detalhes nessa parte, né?!
Sabado foi um 'laze day' total, os dois com uma puta de uma preguiça, pois estava uma calor desgraçado de 104ºF com a sensação de 110°F. Fomo almoçar em um restaurante com comida da Guatemala, mas que acabei comendo comida mexicana, pois pelo que me parece todas as comidas da Guatemala tem carne. Tomei Famosa que é uma cerveja da Guatemala, que tem exatamente o mesmo gosto da Itaipava. e bebi uma bebida (que não lembro o nome) mas muito boa, feita de arroz e canela.
Enfim, trocamos muitas idéias e experiencias de trips, ouvi algumas musicas da Guatemala, falei um pouco das musicas brasileiras. Encontramos um amigo que eu conheci no Cuba Libre e tomamos mais cerveja e conversamos e rimos mais um pouco (esse amigo, também sonha em ir pro Brasil, hehehe, no carnaval, claro!)
Bom, voltamos pra casa, pois eu precisava pegar minha bolsa, pra poder pegar o meu ônibus de volta pra minha realidade. Como ainda tinhamos tempo e estamos em casa sozinhos...bem... enfim... Cheguei na estação de ônibus com 5 minutos pro meu último ônibus sair e estou eu aqui, cuidando das minhas kids.

Eis minha história da minha primeira baladinha no EUA!!!

sábado, 26 de maio de 2012

Resumão

Ok, Já estou há 2 meses e meio aqui no EUA, então não vai dar mais pra contar como foi cada dia, pois já nem lembro direito. Sendo assim vou fazer um resumão de como foi tudo.
Eu parei no meu primeiro dia de treinamento, no meu post anterior.
Então...
O segundo dia de treinamento foi bem chato pra ser sincera, eu estava cansada, a professora ficava falando por horas e eu já nem me esforçava mais pra tentar entender o inglês. O legal foi que consegui fazer algumas amizades.
Ai então teve o City Tour por New York, foi tudo de bom, apesar do frio do cão que estava fazendo. NY definitivamente é encantadora.
Dia seguinte era arrumar as coisas e partir pra ir encontrar a família, ai sim começou a minha vida de Au Pair. Meu Host father foi me buscar, chegamos em casa, fui super bem recebida por todos, inclusive pelas crianças que estavam super empolgadas em me ver e a cachorra (Mina) também ficou toda feliz em me conhecer :)
Não tive moleza não, no dia seguinte já comecei a trabalhar. Minha host mother, começou a me explicar as regras da casa (várias e completamente diferente da minha casa do Brasil).
A primeira semana foi tranquila, mais com muita informação.
A segunda semana fui com a família para New York (a família tem um apartamento em Mannhatan), pude explorar melhor 'a cidade que nunca dorme'.
A terceira semana começou minha homesick, queria minha família e meus amigos de volta!!!
Na quarta semana eu já estava em desespero total, chorava todos os dias, pensava em pedir Rematch (mudança de família), pois não estava conseguindo me adaptar com as regras e a rotina da família. Conversa vai, conversa vem com minha HM (host mother) e com minha LCC (Local Coordernator, ou alguma coisa do tipo), decidimos esperar um pouco mais pra ver se me adaptava.
Quinta semana, percebi que estava aqui no EUA pra trabalhar e não pra badalar e que eu já estou bem velhinha pra ficar com dramatização e percebi que minha vida aqui não era tão ruim assim e que a família toda era um amor comigo e tinha que valorizar isso.
Sexta semana, ainda tentando colocar as coisas que eu pensei na 5ª semana na minha cabeça.
Sétima semana e até hoje (décima semana): Já super feliz e adaptada com a rotina da família. ;)

Lição de tudo isso: Os americanos são 'gente boa', o problema deles é só o governo mesmo (palavras de um americano); eu ainda preciso amadurecer mais como pessoa; paciência é uma virtude indispensável e enxergar o lado positivo das coisas faz toda a diferença.

Owww, já estou aqui há 2 meses e meio, o tempo realmente passa bem rápido!!!

domingo, 29 de abril de 2012

Philly!!

Como ficar levemente embreagada com cerveja em 4 passos

1- Vai viajar para um lugar desconhecido sozinha
2 - Goste de tomar cerveja
3- Fique perdida
4- Encontre varios pubs legais

Genteee, vou ter que dá uma pausa no sentido cronológico do Blog pra contar como foi o meu dia hoje! No próximo post eu continuo da onde parei do último post, ok?

Então vamos lá...
Pra começar ontem (Sabado) minha hosta perguntou se não poderia trocar o meu dia off essa semana, pra Domingo (hoje), meu dia off normalmente é na terça-feira. Pensei opa, Domingo off, vou pra Philly!!! (Philadelphia)
Perguntei pras meninas que conheço quem gostaria de ir comigo, mas como estava encima dá hora, ninguém tava disponivel. Então bora by myself pra Philly.
Ok, Fui, peguei o busão e em 50 min. estava eu na cidade grande!
Ai, eu desci do ônibus e me perguntei e agora? Pra onde eu vou?
Primeiramente eu me encantei com estação de trem 30th, nossa tem de tudo lá, linda!
Ok, fui andando, andando, andando, e começou a ficar tudo meio deserto, já não via mais os estudantes (Philly tem 2 grandes universidades, é praticamente uma cidade universitaria), só via casas, casas e mais casas, cheguei a conclusão que estava no gueto!!! hehehe igual o Will Smith descrevia no Maluco no Pedaço, lembra? Então é igualzinho, mas ai comecei a ficar com medo, pois foi ficando cada vez mais deserto e resolvi voltar.
Voltei já desanimada, querendo voltar pra casa, já tinha andado um monte e não tinha visto nada de legal e ainda descobri que tinha esquecido minha camera fotografica (que deixei carregando a noite toda) em casa. Voltei pra estação já decidida a ir comer e ir embora, quando a mulher da informação disse que o proximo ônibus só as 9 p.m e ainda era 2h00. Então bora procurar o que fazer...
Na primeira esquina vi um pub, cheio de propaganda da Heineken. Entrei no pub, super estiloso e pedi a cerveja, a mulher falou que não tinha Heineken (como assim né???!!!) ai perguntei o que tinha, ela falou uma lista gigante de cerveja que não entendi nada a unica que eu conhecia era Guinness, então eu pensei vai essa mesma. Só que essa cerveja é bem pesada e eu não bebia há semana, consequencia, depois do primeiro copo já tava toda saltitante por Philly. Retomando a Guinness, ela me custou $6,66 (meio suspeito esse numero) muito caro e fiquei lá no pub assistindo baseball que é a paixão nacional, mas que eu não consigo entender as regras.
Ok, bebi minha breja e muito descendo pelas ruas e cheguei na praça Love, aquela que tem o monumento do amor (não tenho foto...).
Blz, só que por conta da cerveja comecei a ficar apertada pra fazer xixi, e só teria banheiro na estação de trem, foi nesse momento que percebi o quanto tinha andado, poi seu estava na 12st e a estação é na 30st e cada numero representa uma quadra. Então... bora subir tudo de novo só que agora correndo pra fazer xixi.
Uffa deu tempo, ok, xixi feito? Bora ir num Pub Irlandês que vi do outro lado da rua e lá tem Heineken!!!!
Nesse pub tava passando na TV jogo de Roquei, e quando o time marca gol (???) todo mundo bate palmas, mas é um jogo mais emocionante que Baseball, com certeza.
O Bom foi que percebi que muitas pessoas estavam como eu, tomando uma cerveja sozinha e sem nenhum problema.
Então decidi, vou pro Hard Rock Café!!!, Genteee é muito estilo pro um bar só, simplemente tem um Haley Davidson (de verdade) junto com as bebidas!!!, lá tomei Stella Artois e comi Tacos (que tive que pedir pra levar pra casa, pois não aguentei comer tudo). Adorei, quero voltar lá, todos muito simpaticos, boa comida, boa bebida e boa musica.
Bom, foi isso....voltei pra estação, peguei o bus e voltei pra casa....

Quase um dia perdido e triste que se transformou em dia divertido pelos bares de Philly!!

sábado, 14 de abril de 2012

Treinamento

O primeiro dia de treinamento foi um tanto quanto corrido e confuso. Primeiro pelo fato de ter chegado já no segundo dia e segundo, pelo fato de não ter tido tempo de descansar depois do voo, só colocamos as malas no quarto, e fomos direto pra aula.
Essa história toda do voo foi realmente desagradável, principalmente pelo fato de ser brasileira e já carregar a fama de atrasados.
Foi bem cansativo tudo, mas também bem interessante, sentei numa mesa com uma alemã (não entendi o nome dela) e uma mexica (Adele) muito simpaticas e conversamos bastante. No entanto no momento que as outras meninas estavam no intervalo, estavamos nós brasileiras sofridas fazendo lição e assistindo videos das aulas do dia anterior...

A universidade é linda, toda americana mesmo, igual dos filmes. O alojamento não era a coisa mais confortável do mundo, ainda mais o banheiro, que era coletivo e a água do chuveiro fica quente ou fria de acordo com a qunatidade de pessoas que estavam tomando banho, levei varias queimaduras no corpo, rsrs na serio, claro.
 Foi lá, no treinamento, que caiu a ficha, puta que pariu estou no EUA!!! de verdade. Mas até aquele momento ainda estava me achando uma turista. Era tudo encantador até o frio, rsrsrs


terça-feira, 10 de abril de 2012

New York, New York

Depois da minha ida e vinda de avião no território brasileiro finalmente cheguei em NY!
Quando se inicia o voo, os comissários entregam um formulário que você precisa preencher, no qual eu achei que não teria importância nenhuma (não teve importância o da Alemanha), mas que tenho que ter até hoje e sem ele não tiro a carteira de motorista. Pois bem, ai você sai do avião e vai andando e andando seguindo o fluxo até ir parar em uma fila gigante e demorada (por um minuto pensei que tinha voltado para o aeroporto de Guarulhos). Essa fila é pra passar pela imigração, na qual eu pensei que seria aquela tensão e tal... No final das contas foi muito simples, o cara olhou meus passaporte, o DS e o formulário, olhou pra mim e pergunto:
- Au Pair?
-Yes
E carimbou.
Depois fui pegar minhas malas e pronto. Ai me perguntei, aonde está aquela coisa toda de segurança nacional americana?? Acho que o pessoal daqui está ficando mais desencanado dessa paranoia, que bom!
Todas meninas passaram com tranquilidade pela imigração.

Tivemos que canelar um pouco com as bagagens pesadas até aonde o carro no transfer estava estacionado e motorista não era exatamente a Miss Simpatia, mas tudo estávamos indo rumo a escola de treinamento!

terça-feira, 27 de março de 2012

Saindo do Brasil


Então, no ultimo Post parecia que já estava tudo a mil maravilhas. Pois bem eis que o destino mostra que não nasci com muita sorte. Meu visto não chegou a tempo de embarcar do dia 05/03. Fiquei super triste e decepcionada, pois apesar da minha mala não estar pronta, na minha mente eu ia embarcar naquela data.
No final das contas acabou sendo até melhor, pois tive mais tempo de arrumar minhas coisas com calma e consegui aproveitar melhor os meus amigos, minha família e o calor do Brasil.
Meu amigos super  fofos me deram uma linda festa de despedida com direito a musica ao vivo dedicada a mim (que tem vídeo, mas não consegui assistir ainda, pois sempre começo a chorar) e duas, eu disse DUAS garrafas de Tequila, a santa, José Cuervo. Aproveitei cada instante da festa que foi realmente perfeita! Agradeço de coração a todos aos meus amados amigos. Ah! E na sequencia da festa ainda teve direito a café da manhã  com pastel de feira e caldo de cana.
Com uma semana extra no Brasil, sai pra bater perna com o Deive na Paulista, me despedi do pessoal do trabalho que me desejaram muita sorte, fui para uma balada super rock’n roll que não lembro o nome e fui na melhor de todas no Lapeju que foi muito especial pra mim. Foi a balada perfeita, ótima musica, cerveja gelada, calor (muito calor) humano e pessoas que eu amo.

Na segunda-feira dia 12/03, já com tudo pronto, inclusive passaporte em mãos, vou pro aeroporto, chego em Guarulhos 1 hora depois do horário que pretendia chegar, por conta de ter caído o mundo de chuva em São Paulo e estar um transito dos infernos. Mas foi tudo bem, não estava atrasada nem nada.
No aeroporto encontrei a Leticia que também é Au Pair e que também deveria ter embarcado dia 05, mas o passaporte dela demorou igual ao meu. Depois descobrimos que tinha mais 11 Au pair’s no meus voo!!
Ok, tudo certo, liguei pra minha mãe pra me despedir quando entrei no avião. Avião decolado, servido o jantar, assisto um filme e já tirando uma soneca o piloto vira e fala que teve problema no radar e que vamos ter que voltar pra São Paulo. No primeiro momento pensei: só pode ser brincadeira, ou eu só posso ter entendi errado.... Mas não, o avião realmente voltou.
Essa história do voo foi meio absurda, pois o voo da Delta que iria embarcar do Domingo também tinha sido cancelado, ou seja, no avião que eu estava tinha gente de Domingo e de Segunda que iriam embarcar só na terça. É um tanto quanto absurdo. Nos restou ficar no hotel (claro que tudo pago pela Cia aérea) curtindo a piscina e mais um dia de calor no Brasil.

E nisso claro perdemos o primeiro dia de treinamento  em NY. Mas enfim decolamos na terça-feira em um voo vazio (não entendi como) mas cada menina ficou com 3 ou  2 poltronas e deu pra dormir a vontade. Esse voo sim, chegou em NY.
Não estava tão frio quanto eu imagina, deveria está na casa dos 20 graus ou até mais, não lembro bem.

Uhuuu estou no EUA!!!!!!